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    A Biblioteca para corpos em expansão  é um espaço conceitual que pode abrigar uma seleção de trabalhos, práticas, discursos e ações que tenham o corpo como questão. O que me interessa é o seu potencial de propor relações a partir das palavras que a compõe: biblioteca / corpo / expansão, numa espécie de imagem múltipla e movente que abraça os trabalhos. A partir de sua instalação, letreiro com as palavras biblioteca para corpos em expansão, ela pode abrigar e resignificar também qualquer outra imagem/situação da vida cotidiana de onde ela é instalada.

    Na situação realizada dentro da exposição Corpo sem sinônimo uma programação foi  executada. Participaram artistas e não artistas com performances, exibição de vídeos, execução de falas e ações. Amábilis de Jesus com Patricia Saravy, Stéfano Belo, Ricardo Nolasco, Gabriel Machado, Leonarda Glück, Paulo Reis, Henrique Saidel e Emanuelle Gaston executou uma leitura performativa que partia da situação do convite para participar da biblioteca. Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues lançaram uma proposta de dança que abordava a ideia de corpo e distância. Elenize Dezgeniski com a colaboração Faetusa Tezelli executou uma leitura que partiu de uma fotografia de uma mulher de costas construindo uma fala que colocava esta imagem em relação as diversas imagens da exposição. Vivaldo Vieira Neto exibiu o vídeo Ensaio I, no qual um ensaio visual com diversos trabalhos seus foi construído com a junção de imagens diversas de momentos históricos específicos. Miriane Figueira apresentou o processo de criação de Desapropriam-me de mim no qual investiga as representações do corpo da mulher negra na fotografia. O Coletivo Afroditas declamou o poema Gritaram-me negra de Victoria Santa Cruz. Brenda Maria executou uma fala sobre o corpo negro na mídia. Mai Fujimoto propôs o que nomeou como Estudo compartilhado: ativações, Silfarlem Oliveira apresentou Livrocapa e Raquel Stolf propôs uma conversa aérea, na qual a própria ideia do que poderia ser uma conversa (silenciosa ou não) foi lançada, a partir de algumas perguntas.

 

    The Library for Bodies in Expansion is a conceptual space that can house a selection of works, practices, speeches and actions that have the body as a matter. What interests me is its potential to propose relationships from the words that compose it: library / body / expansion, in a kind of multiple and moving image that embraces the works. The installation has a sign with the words “library for bodies in expansion”, it can also house and reframe any other image / situation of daily life from where it is installed.

    In the situation carried out within the exhibition Body without synonymous a programming was executed. Artists and non-performers participated with performances, videos, speech and actions. Amábilis de Jesus with Patricia Saravy, Stéfano Belo, Ricardo Nolasco, Gabriel Machado, Leonarda Glück, Paulo Reis, Henrique Saidel and Emanuelle Gaston performed a performative reading that was based on the situation of the invitation to participate in the library. Gladis Tridapalli and Ronie Rodrigues launched a dance proposal that approached the idea of ​​body and distance. Elenize Dezgeniski with the collaboration of Faetusa Tezelli carried out a reading that started from a photograph of a woman on her back, building a speech that put this image in relation to the various images of the exhibition. Vivaldo Vieira Neto exhibited the video Essay I, in which a visual essay with several of his works was constructed with the combination of diverse images of specific historical moments. Miriane Figueira presented the process of creating Expropriated Me of Me in which she investigates the representations of the body of the black woman in the photograph. The Collective Aphrodites recited the poem They shouted me black, by Victoria Santa Cruz. Brenda Maria performed a talk about the black body in the media. Mai Fujimoto proposed what she named as Shared Study: Activations, Silfarlem Oliveira presented Librocapa and Raquel Stolf proposed an aerial conversation, in which the very idea of ​​what could be a conversation (silent or not) was launched, from a few questions.

      

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